sexta-feira, 23 de maio de 2008

MOA, uma das melhores opções culturais da cidade


Por: Denilson Pereirah

Um casarão pintado de branco, simples e sem nenhuma identificação, na Praça Josino Ferreira em Picos acolhe o maior acervo cultural da região. O museu foi idealizado por Ozildo Albano, nascido em 1930, bacharel em Direito e Pedagogia e morto em 5 de julho de 1989. A paixão pela cultura local era evidente, pois segundo relatos da época, desde muito novo Albano se interessava pelas historias contadas pelos mais velhos.

Não existe uma data certa para a fundação do museu, já que só fora aberto ao público em 1968, mas há muito tempo, as peças colecionadas por Albano eram visitadas por amigos. Na época funcionando na casa dos pais de Ozildo Albano, na Avenida Getulio Vargas, com uma estrutura simples e sem local apropriado. Foram mais de vinte anos colhendo peças, artefatos e documentos até que se pudesse chegar ao que, hoje, é o maior museu da região.

Segundo Maria dos Remédios de Moura, formada em História e guia do museu, Ozildo Albano sempre se voltou para a educação e valores regionais, apesar de formado em Direito, gostava de ser chamado por ‘professor Albano’ e sua prestação de serviços como educador é reconhecida em toda a região.

O museu abriga uma infinidade de peças, mas os fosseis encontrados em pequenos sítios arqueológicos da região são os artefatos mais antigos do museu. A religiosidade também é exposta através da arte sacra, retratada em imagens e outros acessórios místicos que na sua maioria foram doados por seus devotos.

Apesar de passados 40 anos, o museu Ozildo Albano ainda não recebe uma visitação digna de seu extenso acervo. Para Maria Moura, o interesse tem aumentado, mas é muito pouco e o incentivo está partindo das escolas. “Algumas pessoas aparecem querendo saber sobre a história de suas famílias, sobre a cidade Picos e isso é muito bom, por isso, sou otimista!”, disse.

Os problemas não se resumem a falta de visitantes, a estrutura do prédio e o acondicionamento das peças também são deficitários. Tanto é que só 30% do acervo estão no local, o restante se encontra na casa de parentes de Ozildo Albano. Há um projeto da prefeitura municipal para a ampliação do prédio, mas o futuro do local, onde o passado é conservado, ainda é incerto.

Um comentário:

DENILSON PEREIRAH disse...

Blog da Faculdade!!

HEHEHEHE!

Só têm jornalista aqui!!!

Fiquem todos na paz de JAH!